13 de ago de 2011

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Retorno ao lar - Doce passado

Imagens explodem em seu coração, sentimentos retornam com as palavras que lê. Como pode de tudo isso esquecer-te? Não sabia mais o que era felicidade, seus olhos já não brilhavam mais como antes. Apenas vivia, mas não era como vento fresco que um dia soprou em seus pés e que te conduziam a liberdade. “Um dia eu corri pelo campo verde” lembrou, mas não lembrava mais o motivo de sua retirada para os dias junto ao abismo. Como pode se afastar de tudo aquilo, pois era bom? Lembrou de um desejo. Era um desejo, mas hoje é apenas o arrependimento.

Mas os ventos podem retornar?” pensou. Sentia vontade de voltar. Queria se lembrar de como era bom sentir vida dentro de si. Queria sentir que tudo voltara a ser tudo. Seu coração amargurado viu dentro de si uma esperança. Eram flores brotando em meio da dor. Bem sabia o que queria, mas o que deveria fazer? Sabia que seus pés não deviam permanecer enterrados no mesmo lugar. Não podia voltar, mas podia mudar. Então começou a andar.

Em meio a devaneios de dor, teve vontade de retornar, mas lembrou-se do suave ar que sentiria e isso era o suficiente para saber que todo o seu esforço era valido, pois a recompensa que teria era maior. Grande era o valor que tinha o seu retorno. Grande era seu próprio valor, mas não mais se lembrava disto.

De repente no caminho bruto e sombrio em que se encontrava algo começou a mudar. As paisagens já não eram iguais. Agora ele via algo incrivelmente brilhante lá no longe. Um vento começou a soar e seus pés já não mais cansados estavam, então correu. Correu tão rápido que nem mesmo notou que já correra quilômetros livre. Estava como um prisioneiro que depois de anos retorna a seu lar, mas a alegria que sentia era ainda maior. Então havia voltado.

Eu voltei! Oh sim!” falava enquanto corria livremente pelo campo verdejante. Sentia uma imensa alegria que transbordava sobre seu olhar fortemente. Olhou tudo, sentiu tudo, mas nenhum de seus sentimentos foi semelhante ao se deparar tão perto dEle. Não era como antigamente! Agora se encontravam lado a lado. Quando tomou coragem e olhou em seus olhos viu o mais doce olhar. Sentiu dentro de si que tudo tinha um sentido, um propósito. Então começou a viver. Denise Zwirtes


Complemento:
E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou.
 E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Lucas 15:20-24

Um comentário :

  1. Que mensagem edificante e linda!
    Parabéns pelo talento!
    Que Deus te abençõe com muitos outros trabalhos,Denise!
    Um beijo no teu coração!

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Toda palavra de Deus é pura; ele é um escudo para os que nele confiam.
Provérbios 30:5